"Stress" diminuindo o nosso tempo de vida!

Há muitos anos entrevistando pessoas estressadas, nós clínicos e mais ainda os cardiologistas, observamos a evolução diferente destes pacientes. Os pesquisadores já haviam chamado à atenção para os fenômenos que envolvem o envelhecimento e sua relação com o estresse.

Uma pesquisa recente americana confirma os chavões populares, tais como: os pais envelheceram depois da perda do filho, ou o senhor envelheceu muito após a perda da esposa. A pesquisa indica a importância direta do nosso equilíbrio psicológico sobre a longevidade das células do corpo. A forma pela qual lidamos com os nossos conflitos é fator determinante para nos deixar estressados e assim envelhecermos muito mais depressa.

Os pesquisadores observaram que o nosso material genético (cromossomos – DNA) possui marcadores para manter as nossas células se dividindo e se renovando. O estresse dificulta a reprodução celular, acelerando o envelhecimento. As nossas tensões crônicas, os problemas considerados insolúveis, as relações conjugais e afetivas mal resolvidas têm um custo muito caro para as nossas células e assim para as nossas vidas. As pesquisas mostraram também como as mulheres que cuidavam de filhos deficientes envelheceram mais rapidamente. Desta forma ficou claro a necessidade de se encarar as situações de conflito da forma mais positiva possível buscando soluções sem grandes traumas e propondo o entendimento.

A nossa maior alternativa é a mudança do estilo de vida buscando uma alimentação equilibrada, atividade física e relaxamento, e muita tranquilidade no gerenciamento das situações das quais não temos o controle. A busca de uma vida saudável com a possibilidade de se viver mais e melhor deve ser orientada pelo combate ao estresse.

Carlos Alberto Pastore

Carlos Alberto Pastore

Livre docente do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

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