Automedicação, um hábito brasileiro!

A automedicação é uma cultura brasileira antiga, todos nós já ouvimos as histórias na própria família, onde algum parente ou amigo sugeriu o uso de uma medicação nova ou até um remédio caseiro.

As pesquisas mostram que quase 80% da população utiliza medicação sem orientação médica. Os homens e os jovens (60%) são os que mais se automedicam, as justificativas são muito conhecidas: o remédio não fez bem e na maior parte das vezes o custo era alto.

Uma justificativa importante é o tempo das consultas, que não permite uma relação médico-paciente de confiança e o paciente não acredita e não adere ao tratamento.

Os pacientes reduzem as doses por conta própria, não mantêm os tratamentos de doenças crônicas (pressão alta, diabetes, colesterol alto, depressão) quando melhoram dos sintomas.

As medicações mais usadas por conta própria são os analgésicos, anti-inflamatórios, antitérmicos (50%), antibióticos (42%) e os relaxantes musculares (24%).

 

Carlos Alberto Pastore

Carlos Alberto Pastore

Livre docente do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

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