Afeto e amizade ajudando a diminuir
o "stress" da pandemia

Neste momento em que vivemos no mundo a busca de ações que combatam os desencadeadores do “stress” da pandemia, passam a ser fundamentais para a vida cotidiana atitudes para aliviar as nossas tensões.

A resposta fisiológica do organismo a situações de emergências libera os hormônios do “stress”: cortisol e adrenalina, que são extremamente agressivos ao nosso organismo. As recomendações conhecidas já estão bem discutidas: exercícios físicos, dietas, etc., porém novos estudos chamam atenção para as relações afetivas e amizades. As nossas tensões emocionais e práticas diárias estão tão pesadas que nós precisamos de uma rede de relacionamentos (amigos e parentes) de no mínimo 20 pessoas para aliviá-las.

A presença da rede social aumenta a defesa orgânica, melhora a saúde mental e faz viver mais. A presença de amigos de confiança diminui o estímulo dos hormônios do “stress” e baixa a pressão arterial. Os estudos demonstram que as pessoas com mais de 65 anos solitárias têm três vezes mais eventos fatais que aquelas que vivem com parentes, amigos e cônjuges. Os idosos que vivem rodeados de parentes ou amparados por eles apresentam maior tempo para desenvolver sintomas das doenças de Alzheimer. A observação da nossa rotina já demonstra que quando jovens passamos muito tempo com amigos e, com a idade, esse tempo diminui (ainda mais agora).

A ciência está ficando cada vez mais sensível à importância dos fenômenos emocionais, principalmente nos relacionamentos e afetividade.

Carlos Alberto Pastore

Carlos Alberto Pastore

Livre docente do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

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