Voltar

Uma nova forma de ver a saúde: através da empatia

As pessoas capazes de olharem o outro de forma integral, sinfônica e harmônica, isto é, enxergando o conjunto, possuem uma aptidão chamada empatia. A importância deste conceito está mudando a medicina de forma mais direta. A bioética já defende que a profissão mude o enfoque básico do distanciamento para o interesse e para a empatia.

A tradição médica tem mantido o profissional com um distanciamento científico do paciente, mas isto se tornou insuficiente, padronizado, reduzido a fórmulas repetidas, baseadas em achados e evidências. Isto protege a atuação do médico, evitando terapias inadequadas, porém não aproveita o conceito integral da empatia. Esta complementa o conhecimento, a tecnologia e outras ferramentas para o diagnóstico.

A comunicação com o paciente com eficiência e empatia passa a ser fundamental na formação médica, facilitando o entendimento das dificuldades do paciente. A presença da empatia no médico leva a um melhor desempenho clínico, pois o paciente tem maior probabilidade de melhorar com este tipo de profissional do que com um médico distante. As mulheres médicas e principalmente as enfermeiras apresentam esta aptidão muito desenvolvida. A enfermagem será nos próximos anos a profissão, dentre as demais, que mais terá vaga para os profissionais.

O envelhecimento da população e o reconhecimento desta capacidade de acolhimento e dedicação fazem das enfermeiras as profissionais mais éticas e honestas nos Estados Unidos.

Toda esta força está no hemisfério direito no qual a aptidão da empatia se fortalece.