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O desenvolvimento cerebral das crianças

Na década de 70, o cérebro de uma criança que ia para e escola com os seus cinco anos era visto como uma fita virgem na qual seria registrado tudo aquilo que fosse ensinado por pais e professores.

As descobertas atuais, através de aparelhos (scanners) que captam imagens do cérebro em atividade, podendo observar seu funcionamento, provocaram uma revolução nas pesquisas sobre o aprendizado. As duas observações mais importantes revelam que o cérebro usa o mundo exterior para se moldar e que existem períodos críticos em que as células cerebrais, os chamados neurônios, precisam de determinados estímulos para desenvolver habilidades como visão, coordenação motora ou linguagem. Os pesquisadores chamam estes períodos de “janelas de oportunidade” e vão desde que a criança nasce até os doze anos.

Hoje já sabemos que a criança, ao entrar na pré-escola, já tem metade do desenvolvimento do cérebro concluído. As experiências vividas pelo bebê até os 6 anos determinarão seu fundo emocional. Os genes são responsáveis pela estrutura do cérebro enquanto que o ambiente é responsável pelo seu funcionamento. As conexões entre os neurônios (chamadas de sinapses) vão permitir que a criança desenvolva o cérebro e assim pense e responda. No início são poucas sinapses, apenas para as questões básicas, respirar, alimentar e manter os órgãos vitais, mas aos 3 anos de idade ocorrem um milhão de sinapses, evolução que segue até ficar estável aos 10 anos de idade.

Desta forma é fundamental que os pais estimulem os bebês desde o início da vida, conversando, lendo, aproveitando as janelas de oportunidade.