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A genética e o coração

A pergunta familiar que deve ser feita é: quais são as doenças prevalentes nos membros da nossa família, pois a transmissão genética pode ser muito importante. O que nós já reconhecemos é que doenças como o diabetes, pressão alta, colesterol alto, por exemplo, têm características genéticas, surgindo nas famílias nas várias gerações. Desta forma, é fundamental que tenhamos estes conhecimentos para fazer a prevenção das doenças crônicas familiares.

O que chama a atenção é a chamada morte súbita cardíaca, que pode levar à morte ao redor de 300 mil pessoas por ano. As famílias se dão conta desta herança genética quando acontece um caso na família ou se observa uma notícia no jornal ou televisão.

A morte súbita cardíaca está relacionada com as arritmias que surgem por distúrbios da ativação elétrica do coração normal e nem sempre os sinais e sintomas são evidentes. A história familiar passa a ser muito importante na prevenção da morte súbita, bem como queixas de “síncopes” (desmaio), tonturas, palpitações, etc.

Os tratamentos preventivos são muito efetivos, mas é necessário procurar o seu cardiologista para uma avaliação.