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Check-up - prevenir é preciso

Prevenir é preciso!

 

Os tempos modernos nos trouxeram tudo muito rápido: grandes facilidades,

conforto, comidas rápidas e calóricas, comunicação rápida e doenças mais

rápidas. Bons tempos quando o infarto do miocárdio, o diabetes e o

derrame eram coisas dos idosos. Tudo isto mudou. As doenças da velhice

já são as dos jovens; o filme passa cada vez mais depressa. Desta forma, as

avaliações preventivas devem ser precoces, isto é: check-ups desde os 25

anos e, a partir dos 35 anos, exames mais completos (laboratório, Rx de

tórax, teste ergométrico).

A partir dos 40 anos, além da avaliação cardiológica e principalmente para

as pessoas com histórico de doenças na família, deverão ser feitos exames

anuais e com avaliação do aparelho digestivo (colonoscopia) e urológico

(PSA e toque retal) Após os 50/60 anos além da manutenção dos check-ups

descritos devemos acrescentar avaliações dermatológicas, oftalmológicas,

ortopédicas e nutricionais. As mulheres devem realizar com freqüência o

papanicolau e colposcopia, e, a partir dos 30 anos, mamografia e ultrasson

transvaginal, além dos exames de laboratório; avaliação cardiológica anual

com realização de teste ergométrico, ecocardiograma e Rx de tórax.

Os exames estão cada vez mais sofisticados e a detecção de doenças antes

dos sintomas já é possível. Não raciocine como no século passado: “se eu

for procurar, vou achar”, pois atualmente achar é quase igual a curar!

 

Quando procurar um check-up cardiológico!

 

A idade para iniciar avaliações depende muito da história familiar do

indivíduo, bem como os fatores de risco presentes como obesidade, cigarro,

pressão alta, vida sedentária, colesterol alto, entre outras. Desta forma ao

surgir alguma modificação nos exames na pressão arterial, ou sintomas de

dor do cansaço é importante ouvir a opinião do especialista.

Agora se não sente nada e não fez avaliação cardiológica, a partir dos 40

anos é interessante realizar um "check-up" cardiológico.

As situações definidas como obrigatórias para avaliação são a presença de

"dor no peito" conhecida como angina, causada por gordura (colesterol)

que deposita nas artérias e causa obstrução a passagem do sangue ao

coração (artérias coronárias). Desta forma quando a sua atividade física

exige a resposta do coração, falta sangue e oxigênio no músculo do coração

e acontece o desconforto no peito. Quanto mais cedo procurar o médico,

menor o risco do infarto do miocárdio.

Outra situação importante é o distúrbio do ritmo do coração, chamada de

arritmia, que pode trazer falta de ar, cansaço, palpitações e dificuldades

para andar.

Procure o seu cardiologista e marque uma avaliação,prevenindo os

problemas cardiológicos.

 

Infarto do Miocárdio após “check-up” normal! Qual é a causa?

 

A história é antiga e muito comum, pois quem já não ouviu a frase: “o

fulano acabou de fazer um “check-up” normal e teve um infarto do

miocárdio. “Acredita-se que hoje não sejam os grandes depósitos de

gordura calcificada os responsáveis pelos ataques cardíacos graves, mas

sim as pequenas placas que podem romper e formar coágulos entupindo as

artérias. Na última reunião do Colégio Americano de Cardiologia

(American College of Cardiology) foi apresentado um trabalho mostrando

que 80% dos infartos do miocárdio são causados pelas referidas placas de

gorduras vulneráveis. Os cientistas observaram que estas placas não são as

duras que são vistas na luz dos vasos, mas sim as consideradas moles e

pouco reconhecidas nos exames habituais.

As possibilidades diagnósticas capazes de observar estas pequenas placas

são através de ultrasom intravascular e a ressonância magnética, porém

ainda não com resultados definitivos e com alto custo! A grande forma de

se manter as placas vulneráveis, estáveis é a utilização das estatinas, isto é,

medicação para baixar o colesterol que além desta propriedade evita que as

placas se rompam impedindo os infartos do miocárdio. Cada vez mais

evitar doença do coração é um trabalho de toda a vida, pois requer

restrições, medicação e muito, mas muito exercício. As descobertas estão

mostrando que os cuidados preventivos com o coração são ainda a nossa

única forma de viver mais e melhor.