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Depressão piora prognóstico de cardíacos

Desde 2014, um grupo de médicos e pesquisadores americanos membros da Sociedade Americana de Cardiologia (American Heart Association – AHA) afirmam que a depressão deve ser elevada à categoria de fator risco para doentes do coração, principalmente para aqueles com doenças das artérias coronárias. Se alçada a essa condição, a depressão passaria a figurar ao lado dos fatores de risco tradicionais das doenças das artérias coronárias. São eles o tabagismo, o colesterol alto, a hipertensão, o diabetes, o sedentarismo, o sobrepeso e a obesidade, assim como o histórico familiar.

Para chegar à conclusão de que a depressão merece ser formalmente reconhecida como um fator de risco para a população de cardíacos, o grupo de médicos e pesquisadores analisou e articulou 53 artigos de diferentes autores.

A depressão e a ansiedade participam diretamente do processo de aterosclerose (depósito de gordura nas artérias), facilitando e acelerando esse mecanismo de obstrução das artérias. A depressão e a ansiedade também exageram as respostas cardiológicas, levando à instabilidade do sistema elétrico do coração, o que favorece fenômenos agudos, como as arritmias e infarto do miocárdio.

Assim, os cardiologistas de hoje precisam não apenas cuidar das doenças do coração, mas também tratar a ansiedade e a depressão ou encaminhar seus pacientes para outros profissionais competentes no assunto.

 

Fontes:

http://circ.ahajournals.org/content/early/2014/02/24/CIR.0000000000000019