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Depressão e ansiedade só crescem, diz OMS

O número de pessoas que sofrem de ansiedade e depressão não para de crescer, apontam dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). A pesquisa foi divulgada como parte de evento e de campanha de sensibilização sobre saúde mental lançados pela Organização em parceria com o Banco Mundial nesta segunda-feira, dia 18 de abril.

O estudo da OMS revelou que, em 1990, o número de pessoas com depressão e ansiedade era de 416 milhões no mundo. Hoje, a estimativa é que elas já sejam mais de 615 milhões.

Além dos males para a saúde, o bem-estar, a vida profissional e social dos doentes, a ansiedade e a depressão também são caras à economia: a perda seria de cerca de um trilhão de dólares por ano. Pessoas ansiosas e deprimidas não conseguem trabalhar e produzir.

O problema é ainda mais grave pois apenas 10%  das pessoas que sofrem dessas doenças recebem tratamento adequado e os países ainda investem muito pouco em saúde mental. Ainda segundo dados da OMS, tais gastos giram em torno de 3% do total de gastos dos estados. Nos países mais ricos, esse índice pode chegar a 5%, mas, nos mais pobres, muitas vezes não ultrapassa o 1%.

Os sintomas mais comuns da depressão são: mudanças de humor, perda de interesse e de energia para atividades até então realizadas corriqueiramente, isolamento, ansiedade, distúrbios alimentares e do sono, dificuldade de concentração, entre outros.

Fontes : http://www.who.int/mental_health/advocacy/WB_event_2016/en/ (em inglês)

http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs369/en/ (em inglês)