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Novas drogas para o colesterol: eficientes mas muito caras

O FDA, órgão responsável pelo controle de medicamentos nos Estados Unidos, acaba de aprovar o uso de duas novas medicações injetáveis para reduzir o colesterol ruim, também chamado de LDL.

Com ações quase milagrosas e excelentes para indivíduos com a forma genética grave do colesterol alto, a hipercolesterolemia familiar, essas medicações tem, no entanto, um custo de quase 1.000 dólares mensais. Vale assim lembrar que as drogas já conhecidas, como as estatinas, resolvem o problema do colesterol alto na grande maioria dos pacientes e que podemos então deixar essas novas medicações, chamadas Repatha (Amgenu) e Praluent (Sanofi), para os casos excepcionais.

Essa onde de drogas a preços exorbitantes já acontece há algum tempo. Os medicamentos mais recentes contra a hepatite C, a artrite e o câncer (chamadas de medicamentos de especialidade) também estão nessa categoria.

Não é à toa que muitos planos de saúde não cobrem tratamentos com tais medicações e que os sistemas públicos de saúde sofrem para obtê-las.