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Dormir é preciso – e sonhar também!

Desde a publicação de A interpretação dos sonhos, de Freud, em 1900, os sonhos nunca mais deixaram de ser objeto de estudos científicos. Muita coisa foi descoberta desde então, mas o fascinante é que muito ainda está por ser esclarecido.

O sono de um adulto costuma ter ciclos de uma hora e meia que se repetem de quatro a seis vezes por noite para a maioria das pessoas. No primeiro e no segundo estágios desse ciclo, que não duram mais do que 20 minutos, pouco acontece além de relaxamento muscular, queda da frequência cardíaca e lomparaturas. Nos estágios 3 e 4, o sono torna-se mais profundo, mas a atividade onírica, se presente, costuma limitar-se a eventos do cotidiano vividos recentemente. Esses quatro ciclos, somados, representam cerca de 75% do tempo que dormimos.

O resto do nosso sono é de sono REM (abreviação do inglês Rapid eyes movements). É nessa fase que a atividade cerebral e os sonhos são os mais intensos. Aqueles sonhos longos, cheios de fantasia e emoções acontecem nesse estágio. É também nessa fase que o cérebro integra as vivências do dia, organiza e fixa aprendizados.

A explicação de Freud que relaciona os sonhos com desejos reprimidos vindos do inconsciente certamente não é mais capaz de dar conta de tudo o que envolve a atividade onírica. De qualquer forma, ela abriu portas para muitas outras investigações e hoje os cientistas acreditam que dormir até atingir os sonhos profundos é essencial para mantermos nosso bem-estar físico e psicológico.