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Reduzir medicação : perigoso ou benéfico?

Há um movimento mundial que prega a redução do uso de remédios, principalmente para os idosos, que costumam ter dificuldade em gerenciar muitas medicações e para os quais os benefícios dos remédios nem sempre superam os males que estes também podem trazer. A ideia é que se pare para reavaliar os tratamentos, definindo seus ganhos e riscos, assim como prioridades, para se chegar a uma medicação mais enxuta e eficaz.

Até aqui a iniciativa parece interessante. O problema está em como são feitas a avaliação, a redução ou eventual substituição da medicação de um paciente. Elas devem ser sempre realizadas por profissionais qualificados, que conhecem a fundo o histórico do doente e que saberão manter as medicações essenciais para cada caso e não prescreverão substitutos de ação questionável. Além disso, a observação e o monitoramento do paciente pela equipe médica são fundamentais, pois só assim as repercussões, boas e ruins, de um tratamento poderão ser rapidamente identificadas e, se preciso, corrigidas.

Não há duvida de que os argumentos pela diminuição da medicação são muito sedutores, principalmente o da redução dos gastos e dos efeitos colaterais. Porém o acompanhamento de um profissional qualificado, com conhecimento dos efeitos das drogas, assim como da vida do paciente, é imprescindível.