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A polipílula é uma realidade

Descrita há uns 10 anos, foi considerada uma solução para a prevenção de várias doenças, principalmente as cardiovasculares, podendo salvar muitas vidas nos países menos desenvolvidos. A ideia inicial era juntar num mesmo comprimido: aspirina, estatina (para baixar o colesterol) e ramipril (droga para baixar a pressão arterial), entre outras, e oferecer para indivíduos acima de 55 anos como que uma vacinação sem controle de valores. A discussão sobre os efeitos colaterais e o possível estímulo a abandonar a prevenção em favor de só tomar a medicação foi o que dificultou a proposta.

As propostas mais recentes sugerem utilizar a nova droga (polipílula) em pacientes já com doença cardiovascular, como infarto do miocárdio, por exemplo (prevenção chamada de secundária). Vários países já possuem esta associação de medicações e disponibilizam a polipílula para os pacientes, pois os estudos têm demonstrado que mais de 60% dos pacientes doentes não tomavam nenhuma medicação para o coração.