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Tranquilizantes e as demências

Não são novidade os questionamentos ao uso prolongado dos tranquilizantes, principalmente os benzodiazepínicos (Rivotril, Frontal, Lexotam, Diazepan, Lorax, entre outros). Os pesquisadores têm alertado sobre os prejuízos para a memória de quem usa as medicações por muitos anos.

Um novo trabalho mostrou que, além das dificuldades já descritas, os benzodiazepínicos aumentam o risco de demências, como o mal de Alzheimer. O trabalho analisou quase 10 mil pessoas que tinham Alzheimer contra um grupo controle sem a doença. Na comparação dos grupos, o risco de desenvolver demência foi 50% maior nos que utilizavam os benzodiazepínicos. Não há dúvida que usar tranquilizantes em exagero leva a dependência e a grande dificuldade em interromper a medicação. Desta forma, utilizar só em situações excepcionais e com supervisão médica é o ideal.

As demências vêm crescendo nas populações idosas trazendo, além da perda de memória, mudanças de humor, confusão temporal e isolamento.