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A inflamação prejudicando o coração

As pesquisas mundiais envolvendo vários países, inclusive o Brasil, estão mostrando que uma substância produzida pelo nosso fígado pode ser um novo marcador de doenças do coração. Esta molécula, chamada proteína C reativa, é liberada pelo nosso organismo como um mecanismo de defesa nos processos inflamatórios. A observação recente dos pesquisadores foi a de que ela sugere um processo inflamatório quando está em níveis muito elevados no sangue.

A relação com a doença cardiovascular do tipo infarto ou derrame é a de que o processo de deposição de gordura nas artérias tem como sua causa inicial a inflamação dos vasos. Esta placa de gordura, quando aumentada, pode romper formando um coágulo, que vai obstruir a passagem do sangue ao coração, causando o infarto do miocárdio.

Os especialistas acreditavam que a proteína C reativa só era importante quando a deposição de gordura estava em grau avançado em pacientes com fatores de risco como obesidade, diabetes, pressão alta e tabagismo. A novidade é que pessoas sem qualquer fator de risco podem ter níveis de proteína C reativa aumentados, denunciando um problema que não havia sido detectado. Um trabalho recente mostrou que pacientes com proteína C reativa alta no sangue, sem fatores de risco, que tomaram uma estatina (Rosuvastatina) apresentaram menos eventos cardiovasculares do que os que não tomaram.

A recomendação de se medir a proteína C reativa em indivíduos saudáveis pode ser uma forma de prevenção da doença cardiovascular.