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Artérias do coração inflamadas

O conceito antigo de que o infarto do miocárdio era causado apenas por placa de gordura dentro das artérias, obstruindo a passagem do sangue, mudou com o entendimento da inflamação das placas de gordura.
O que chamou a atenção dos pesquisadores é que mais de 50% das pessoas que sofreram o infarto do miocárdio tinham colesterol normal no sangue, e as placas de gordura mais perigosas não eram as maiores. Alguma coisa a mais fazia os depósitos de gordura das placas se romperem, formando coágulos e dificultando a passagem do sangue.
A descoberta da proteína C-reativa, fabricada no fígado, como um marcador de inflamação, mostrou que, quando ela estava aumentada no sangue, havia risco de ruptura das placas de gordura. Não há dúvida que o colesterol alto, a pressão alta, o cigarro, a obesidade, tudo isso contribui para a formação das placas, mas é a inflamação crônica que leva as placas a se romperem, levando ao infarto do miocárdio. Desta forma, prevenção e avaliação cardiológica são as ferramentas para evitar o quadro agudo.