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Depressão e doença aguda das coronárias

Os fatores de risco para as doenças das artérias coronárias são bem conhecidos: colesterol alto, diabetes, tabagismo, obesidade e vida sedentária, entre outros. Há alguns anos nós cardiologistas clínicos temos notado que ao lado de todos esses fatores a ansiedade e, principalmente, a depressão devem ser incluídos nesse rol dos fatores que podem levar ao infarto do miocárdio. Não há dúvida que no período que antecede o quadro agudo da doença coronariana, a maior parte dos pacientes sofre alguma dificuldade emocional, que o leva a precipitar o chamado “ataque cardíaco”.

A observação clínica mostra que a doença progride mais depressa nas pessoas estressadas e que o gatilho para o fenômeno agudo passa por um quadro depressivo anterior ou até um enfrentamento de uma situação muito humilhante, sem solução ou agressiva.

Desta forma, as pessoas com fatores de risco familiares e genéticos e com maior probabilidade de doença das artérias coronárias devem observar as dificuldades emocionais e os processos de depressão, pois estes podem desencadear o infarto do miocárdio.