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Fibrilação atrial! Que arritmia é esta?

O nome fibrilação atrial sugere um verdadeiro “tremer” e não uma verdadeira contração dessas câmaras cardíacas menores chamadas átrios (direito e esquerdo). Desta forma, não havendo contração, não acontece a chamada sístole atrial e só a sístole ventricular (direita e esquerda). Os sintomas, quando existem, podem ser:

  • de palpitações;
  • cansaço aos esforços;
  • uma sensação de ritmo irregular do coração e do pulso.

O evento mais grave da fibrilação atrial é quando nestes átrios que não contraem formam-se trombos (pequenos coágulos) que podem se deslocar para o cérebro causando o acidente vascular cerebral (derrame). As causas são as mais variadas, desde:

  • o excesso de álcool;
  • drogas;
  • doença do coração, como das válvulas, dos átrios ou pela pressão alta.

Não há dúvida que a presença desta arritmia compromete a qualidade de vida dos pacientes, principalmente quando não tratada adequadamente. A presença da fibrilação atrial aumenta com a idade, sendo que uma em cada 13 pessoas acima dos 70 anos vai desenvolver a doença. Desta forma, a relação entre a fibrilação atrial e a presença do derrame (AVC) já é bastante conhecida, e ainda mais com o maior número de idosos.

O importante é procurar o tratamento com o especialista (cardiologista) pois além das medicações adequadas poderá ser indicada a ablação por cateter. Esta possibilidade é uma técnica invasiva, capaz de eliminar os focos da arritmia nos átrios, porém não para todos os vasos.