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Alimentos funcionais, quais as novidades?

As propostas dos alimentos funcionais são ótimas, pois eles agregam outros efeitos positivos além dos nutricionais já conhecidos. Alguns trazem novas propriedades, como as bebidas sem nutrientes; um exemplo é a chamada Enviga da Coca-Cola/Nestlé, anunciada como o primeiro refrigerante com calorias negativas. A suposição é que o refrigerante queimasse calorias, o que na prática é impossível, cada 3 latas queimarem 100 calorias. A mais nova proposta é a de um complemento alimentar que poderia melhorar a memória de pacientes com Alzheimer. Essa alegação é um pouco exagerada, pois seria preciso melhorar a comunicação entre os neurônios, as chamadas sinapses. Entretanto, a mistura de óleo de peixe, ômega 3, vitaminas etc. fabricada pela Danone seria eficiente no estágio inicial da doença, para pacientes que ainda não estão medicados, para inibir o crescimento da proteína beta-amiloide responsável pelo Alzheimer. Não há resultados com pacientes já portadores da doença, dessa forma o efeito preventivo não se pode ser confirmado.

A tendência de se combinar, além de nutrientes, complementos para tratamentos diversos, é conhecida e interessante, mas não pode substituir a medicação. Os alimentos funcionais vieram para ficar, como já observamos nos supermercados com os iogurtes que estimulam a função intestinal, entre outras ações para o organismo.