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Além da meditação, a 'consciência plena'

Os benefícios da meditação já são conhecidos: os momentos de nos desligarmos das tensões, aliviando-nos do “estado de estresse” em que vivemos. Desta forma o chamado sistema nervoso autônomo alivia os estímulos do tipo adrenalina dos nossos órgãos, inclusive do cérebro. A nova maneira de se confrontar a ansiedade e as tensões foi definida como “consciência plena”.

O que será essa novidade, ou não passaria de uma nova definição de uma mesma técnica? Sentimos que se trata de uma nova forma de concentração nas atividades simples, como respirar, escovar os dentes, comer, ou mesmo curtir um objeto. Estas atitudes podem melhorar as tensões, reduzir os hormônios do estresse e até nos recuperar das emoções negativas.

A proposta consiste em estabelecer pausas durante nossas atividades, como por exemplo a soneca logo após o almoço, ou mesmo durante as atividades diárias, após 2 ou 3 horas de trabalho. Estas modificações devem trazer maior concentração e mais conexão consigo e com os outros. A ideia não é viver só para identificar e resolver problemas, mas ter consciência dos seus sentimentos, mesmo os mais desconfortáveis, sem querer modificá-los ou julgá-los, ter consciência deles e reagir ao estresse produzido de maneira mais calma.

A interpretação promovida por essa proposta chama atenção para as situações que vão surgindo no nosso dia a dia, as quais normalmente deixamos de viver nos momentos adequados por já sairmos pensando em outra coisa que fazer. Uma visão bastante prática da proposta da “consciência plena” é pensar como poderíamos viver os momentos da vida com mais tranquilidade, curtindo situações e coisas mais simples e não nos estressando pelas banalidades do dia a dia.