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Carne e ovos X ateroesclerose

Há muitos anos vêm sendo estimuladas as dietas destinadas a apenas evitar a doença por depósito de gordura nas paredes internas das artérias, a ateroesclerose. No decorrer da história da doença arterial, as gorduras da carne e dos ovos foram consideradas grandes vilões. Não há dúvida que a ingestão de carne e ovos, diariamente, facilita a deposição de gordura nos vasos e leva à sua obstrução, com consequências graves como o infarto do miocárdio e o derrame (AVC).

As notícias mais recentes, já publicadas em revistas de grande impacto, nos esclarecem como se dá o processo do depósito de gordura. Na carne, a substância mais agressiva é a carnitina, capaz de se transformar, pela ação das bactérias intestinais, em uma substância que provocará a ateroesclerose. Nos ovos, a substância presente nas gemas (que contêm 300 mg de colesterol ruim) também é transformada pelas bactérias intestinais na substância chamada Imao, capaz de agredir nossas artérias. Assim, os que têm história de doenças cardiovasculares na família deverão comer o mínimo de carne e ovos (duas vezes por semana no máximo), e os que não têm histórico podem exagerar um pouquinho, mas não esquecendo da agressividade do colesterol presente nas carnes e ovos.