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Reduzir a inflamação, mais uma novidade no uso das estatinas

Os pacientes portadores de doença cardiovascular, diabetes e gorduras aumentadas no sangue são tratados com as estatinas para reduzir o colesterol e obter outros benefícios, como por exemplo evitar a obstrução das artérias. Porém, informações da literatura científica mostram que 50% dos pacientes que sofreram infarto do miocárdio e derrames são aparentemente saudáveis, com valores do colesterol ruim (LDL) nos limites normais. Desta forma, na busca de novas informações sobre possíveis causas desses eventos, descobriu-se o aumento da proteína C reativa sanguínea, um marcador biológico da inflamação.

Um novo projeto mundial (Jupiter) estudou indivíduos aparentemente saudáveis, mas com a proteína C reativa aumentada, que foram submetidos ao tratamento com a Rosuvastatina para observar se haveria queda no número de eventos cardiovasculares neste grupo. Foram estudados ao redor de 18.000 pacientes acima de 50 anos em 26 países, divididos em dois grupos: um que tomou a estatina e o segundo grupo que não tomou a droga e sim placebo.

Após os 4 anos do estudo ficou evidente que os pacientes que tomaram a Rosuvastatina tiveram reduzida a incidência de morte por qualquer causa. A redução do colesterol ruim (LDL) já era esperada e foi de 50%, e da proteína C reativa, de 40%. O estudo sugere que o processo de aterosclerose (obstrução das artérias por gorduras) tem uma causa inflamatória e que sua redução pode diminuir os eventos cardiovasculares.

A utilização das estatinas (Rosuvastatina) pode contribuir nesta redução inclusive em indivíduos aparentemente saudáveis.