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Exercício físico e morte súbita: a preocupação continua

Toda vez que observamos um atleta profissional cair subitamente, as preocupações com os exercícios físicos intensos aumentam. Os casos emblemáticos já explorados pela mídia estimulam os cardiologistas, fisiatras e clínicos a tentarem explicar as possíveis causas. Não há dúvida que 90% das mortes súbitas no esporte estão ligadas ao coração e desta forma as sugestões para a prevenção através de exames são reiteradas.

O problema é que nos jovens até 30 anos as mortes estão, em geral, relacionadas a problemas genéticos e à grande intensidade dos exercícios físicos. Os indivíduos são na sua maioria assintomáticos e talvez não tenham sido valorizadas as pequenas alterações elétricas ou musculares do coração. Nos indivíduos acima dos 40 anos as doenças consideradas adquiridas, ou que levam algum tempo para se desenvolver, são as mais importantes para desencadear os problemas cardíacos (pressão alta, obesidade, colesterol alto, cigarro, diabetes). A literatura esportiva também chama atenção para a utilização dos anabolizantes, hormônios, diuréticos e outras drogas estimulantes que podem desencadear doenças cardíacas ou arritmias fatais.

De qualquer forma a palavra é prevenção: se você pretende fazer exercícios leves, os riscos são pequenos, mas se a ideia é atividade intensa, é necessário ouvir a opinião do cardiologista. Os exames como eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico são rápidos, eficientes e afastam quase 90% das doenças cardíacas.