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Inflamação e coração, novo fator de risco para o infarto do miocárdio

Os estudos recentes vêm reforçando a preocupação com os processos inflamatórios, pois estes podem favorecer o aparecimento de doenças do coração. A informação antiga de que as doenças das artérias coronárias ocorrem com o colesterol alto no sangue, formando placas de gordura na parede dos vasos e obstruindo a passagem do sangue, deve ser revista. A inflamação, uma reação benéfica do organismo para combater a infecção, pode provocar, quando excessiva, o comprometimento do tecido que reveste as artérias, colaborando para a ruptura das placas gordurosas e assim iniciando o infarto do miocárdio.
Desta forma os especialistas devem acompanhar os processos inflamatórios como monitoram o colesterol, o açúcar no sangue, o hábito de fumar, a obesidade e a vida sedentária.
As drogas que têm como base as estatinas baixam o colesterol e também podem ajudar o processo inflamatório. Os estudos publicados recentemente no New English Journal of Medicine confirmam as hipóteses de que diminuir a inflamação é tão importante quanto reduzir o colesterol.
Assim, entendemos por que os fumantes crônicos, que mantém quadros pulmonares como bronquites e enfisemas, são mais agredidos pelas doenças cardiovasculares. A relação anti-inflamatórios e doenças do coração também está sendo estudada.
Procure o seu cardiologista.