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Quando as emoções causam as doenças

Quando passamos por momentos importantes, de tristeza, ansiedade, raiva, problemas afetivos, estresse, nessas situações nosso organismo reage e algumas vezes sentimos uma baixa da resistência. A gripe arrastada, o herpes labial ou uma gastrite são formas comuns de manifestação do enfraquecimento das nossas defesas.
As tensões crônicas desencadeiam mudanças na temperatura do corpo, no processo da digestão, na pressão arterial, nos batimentos cardíacos, na respiração e na sexualidade, entre outros. Desta forma os conflitos que não encontram espaço para serem resolvidos na mente são transferidos para o corpo. Este processo é descrito pelos médicos como Somatização.
A explicação científica para este fato é que o estresse e a ansiedade provocam alterações no nosso organismo aumentando ou diminuindo a fabricação de hormônios como o cortisol e a adrenalina (típicos do estresse) e da serotonina. Estas variações provocam os distúrbios corporais descritos e são responsáveis pelos sintomas que aparecem em várias áreas do corpo. As mais frágeis, aquelas que já foram agredidas no passado são as regiões do corpo mais atingidas, embora a somatização seja  própria de cada pessoa.
Não há dúvida que os somatizadores são aquelas pessoas com pouco trabalho mental (pouca elaboração, imaginação), voltados para o mundo externo, ligados o tempo todo na realidade. Não acreditam nos processos emocionais, são voltados para o ter e muito pouco para o ser e têm resistência aos tratamentos psicoterápicos. O difícil é que para evitar a somatização, por vezes fatal, como num infarto do miocárdio, as medidas preventivas dependem mais da própria pessoa do que do médico e mudanças são duras, sofridas e mexem na origem dos problemas. Procure o seu médico e aceite o suporte psicológico, talvez você entenda por que a meditação pode evitar doenças.