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Inflamação e depósito de gordura nas artérias

O infarto do miocárdio é a principal causa de morte por doenças cardiovasculares no mundo e desta forma inúmeros são os estudos realizados para se identificar quais os fatores que aumentam a chance de uma pessoa ter um infarto.

Há muito tempo sabemos que a deposição de gordura nas artérias, a chamada aterosclerose, leva ao estreitamento das artérias, com consequente diminuição da quantidade de sangue e oxigênio carregados para uma área do músculo do coração. O infarto do miocárdio ocorre quando a artéria fica totalmente obstruída e uma parte do coração “morre” devido a falta de oxigênio. 

Vários são os fatores que agem no local da placa de aterosclerose que podem facilitar o desencadear do infarto. A mais discutida na atualidade é a inflamação da parede das artérias que ,facilita a formação da placa de gordura. É possível medir-se a presença de inflamação através da análise de várias substâncias, porém há uma proteína chamada C reativa ou PCR que vem aumentando nos pacientes com maior chance de sofrer um infarto do miocárdio.

Com esta informação, vários medicamentos foram estudados com o objetivo de verificar se seriam capazes de reduzir a PCR do sangue e assim reduzir mais um fator de risco para doenças cardiovasculares.  As estatinas, que são os medicamentos mais utilizados e eficazes para reduzir o nível de colesterol ou gordura no sangue também demonstraram uma capacidade de reduzir de forma importante os níveis de proteína C reativa, reduzindo a chance de um indivíduo sofrer um infarto do miocárdio.

Estudos recentes também revelaram que o tratamento com as estatinas deve ser realizado de forma contínua e ininterrupta, com orientação médica, pois é o que traz melhor benefício para o paciente.