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A dieta é importante mas não definitiva para tratar o colesterol

Quem nasceu carimbado para ter colesterol alto, isto é, quando a genética familiar aponta pessoas com infarto do miocárdio e derrame, tem que procurar o cardiologista.

Não há dúvida de que uma boa dieta, para o resto da vida, pode chegar a diminuir 10 a 20% do colesterol sanguíneo. O grande problema é que quem apresenta a predisposição familiar para a aterosclerose (depósito de gordura nas artérias) não vai conseguir reduzir o colesterol só com dieta. Esta representa de 30 a 40% das alterações do colesterol, enquanto a genética determina de 50 a 60% dos seus valores. Desta forma, não adianta “dieta espartana”, não comer nada do que é gostoso para o resto da vida, isto não funciona, pois dura de 2 a 3 meses e logo quebramos a dieta com um chocolate, um docinho ou uma feijoada.

Neste grupo de pessoas geneticamente marcadas, por vezes é necessário tomar medicação, as conhecidas estatinas. Não há dúvida de que estamos falando de uma doença que, quando aparece, em 50% dos casos pode ser por um quadro fatal: infarto do miocárdio ou derrame. Assim, caros leitores, procurem os seus cardiologistas e cuidem bem do tão sofrido coração.