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O que é melhor para o coração: medicação, angioplastia ou cirurgia?

Os estudos mais modernos têm acompanhado grupos de pacientes durante anos observando as repercussões dos diversos tratamentos propostos para os doentes do coração. Nos últimos dez anos constatou-se que as cirurgias de revascularização do miocárdio (pontes de veias safena e de artérias mamárias) foram substituídas em um terço pelas angioplastias, procedimento por cateter  para desobstruir as artérias entupidas pela deposição de gordura.

  • Um trabalho foi desenvolvido no Instituto do Coração da Faculdade de Medicina da USP, com mais de 600 pacientes, que foram acompanhados durante cinco anos e divididos em três grupos: um com tratamento clínico com medicação e mudança dos hábitos de vida, outro submetido a angioplastia, e o terceiro encaminhado para cirurgia. A conclusão é muito interessante, pois mostrou que não houve diferença entre os grupos, pois tiveram resultados semelhantes.

A evolução das medicações para o coração tem sido uma constante, fazendo com que um tratamento clinico adequado, por um cardiologista preparado, pode ser tão bom quanto uma intervenção cirúrgica. As medicações para a pressão alta são mais eficientes e têm poucos efeitos colaterais, mas as estatinas, descobertas na década de 80, revolucionaram o tratamento do colesterol alto no sangue e na estabilização das placas de gordura capazes de obstruir uma artéria e levar ao infarto do miocárdio.

Dessa maneira percebemos a possibilidade de um tratamento menos intrusivo com igual benefício na melhora do paciente com doença do coração.