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O eletrocardiograma continua salvando vidas! (1)

O nosso coração pode ser dividido didaticamente em três partes: muscular, vascular e elétrica.

  1. A primeira, o músculo cardíaco (miocárdio), é responsável pela função de bomba, contraindo e dilatando, para manter a dinâmica do sangue.
  2. A segunda faz a manutenção interna do coração com um sistema sofisticado de artérias e veias coronárias, levando nutrição para o miocárdio.
  3. Finalmente, o estímulo para que todo este sistema funcione regularmente é elétrico e distribuído por uma rede de nervos que alcança todas as estruturas do coração. Assim, o miocárdio, o sistema vascular e o elétrico se integram num pulsar vibrante e eficiente por toda a nossa vida. A primeira forma de se registrar esta atividade, há mais de cem anos, foi através do eletrocardiograma de repouso.

Trabalho pioneiro do holandês Willem Einthoven, 1901, colocando eletrodos (placas de metal) na superfície do corpo, ligadas por fios elétricos a um galvanômetro, que captava os potenciais elétricos do coração.

Nestes 100 anos muitas foram as transformações, sofisticações e aplicações do eletrocardiograma: nos equipamentos de ergometria para o teste de esforço, na monitorização ambulatorial ( Holter) e nos sistemas de avaliação das arritmias cardíacas (defeitos do ritmo). Como todos os métodos, o eletrocardiograma teve o seu apogeu nos primeiros 50 anos com todo o desenvolvimento tecnológico dos métodos correlacionados.

No momento em que o mundo do diagnóstico clínico-cardiológico achava que o exame não sobreviveria, a informática, a eletrofisiologia e a biologia molecular cresceram e desenvolveram e o eletrocardiograma ganhou mais informações, mais agilidade na execução e na  transmissão dos traçados.