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A barriga aumentando junto com o stress

Nós temos comentado a importância de se observar o crescimento da barriga como expressão de distúrbios no nosso organismo potencialmente agressivos. Assim, a barriga exagerada, em geral, está relacionada com pressão alta, diabetes, gorduras aumentadas no sangue e maior possibilidade de infarto do miocárdio e derrame.

A reação do “stress” que acontece fisiologicamente no nosso organismo nas situações de emergência, por vezes diárias, descarrega no nosso corpo hormônios (cortisol e adrenalina), que devem nos defender, mas que quando exagerados nos agridem. A observação desta situação trouxe um dado muito interessante, pois não havia explicações do porquê as pessoas consumirem mais açúcar e gordura em momentos de estresse.

O trabalho experimental mostrou que o grupo de animais submetidos ao “stress” tinham hormônios cortisol e adrenalina aumentados e se alimentavam mais de açúcar. Mas o mais surpreendente foi que quando as barrigas aumentavam, os hormônios do estresse diminuíam, sugerindo que acumular gordura abdominal pode bloquear a reação do estresse. Outra hipótese é que estes hormônios ativem as áreas de recompensa do cérebro e assim, na hora do “stress”, a procura por alimentos mais saborosos é maior (o chocolate que o diga).

A nossa interpretação é que desenvolver a barriga parece ser uma forma inadequada de se defender do “stress”, pois para diminuir os hormônios estressantes a barriga aparece. Não há dúvida que o mecanismo que leva à deposição de gordura no abdome é complexo, mas se não houver controle da situação estressante é muito difícil fazer qualquer tipo de dieta.

Aliar redução de “stress” com atividade física seria o ideal, utilizando Yôga, Pilates ou massagem.