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Stress e depressão: qual a relação?

Acredita-se que 20% da população mundial hoje sofre de depressão ou ansiedade, sintomas estes que podem estar relacionados ao estresse. Este último aumenta a fabricação do cortisol (a chamada cortisona) e a adrenalina feitas pelo próprio organismo (hormônios do estresse). Estes hormônios atuam no cérebro, na região do hipotálamo e hipófise, onde está a memória, a exteriorização de comportamentos e as reações de adaptação. A adrenalina traz sintomas cardíacos, tipo palpitação, taquicardias e pressão alta, podendo dar a sensação de um ataque cardíaco iminente.

Nas situações em que o indivíduo estressado tem o cérebro estimulado por altas doses de cortisol, ele perde a capacidade adaptativa e fica extremamente ansioso.

Se o stress é prolongado, pode produzir insônia, irritabilidade, diminuição do apetite sexual e alterações do apetite. Desta forma, o indivíduo fica pessimista, com dificuldades de encarar a vida e a depressão se instala. O desequilíbrio dos hormônios cerebrais por causa do cortisol e da adrenalina desequilibram a serotonina, fazendo com que os neurônios não sejam estimulados, mantendo a depressão e a apatia.

O importante é que, mesmo que o estímulo do “stress” diminua, a depressão não desaparece rapidamente, persistindo por muito tempo, por isso é necessário tratamento com psicoterapia e medicação antidepressiva para que o quadro não se torne crônico.