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Manter a saúde custa caro

Nossa observação diária vem ao encontro dos números dos levantamentos dos institutos de pesquisa financeira: os custos com prevenção e tratamentos médicos estão crescendo mais que a economia.

As despesas com o seguro médico entre 2007 e 2009 aumentaram 33,4%, contra uma inflação de 15,4%. Em 2009, a alta foi de três vezes o valor da inflação (12%), conforme revela o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar.

As novas tecnologias com diagnósticos mais precisos, tratamentos sofisticados e medicações mais eficientes são algumas das causas do aumento dos custos. A outra explicação evidente é o tempo de vida mais longo dos pacientes, pois com os novos recursos vamos vivendo mais e melhor. O problema é que os idosos gastam mais nas internações, nas consultas e nas medicações.

Desta forma, fazer prevenção e viver mais dependerá de financiamento, e nem sempre os mais idosos poderão arcar com as despesas crescentes. Aguardamos posturas pró-ativas do Estado para cuidar dos futuros 20 milhões de idosos brasileiros.