Voltar

A palavra é prevenção, porém quase ninguém faz

A observação dos cardiologistas é de que os pacientes não se deram conta da importância da prevenção das doenças crônicas.

No Brasil as doenças cardiovasculares matam 300 mil pessoas por ano e como já dissemos isso vai aumentar muito nos próximos 30 ou 40 anos nos países emergentes. A falta de informação parece ser o fator mais relevante, conforme mostrou uma pesquisa feita pelo Conselho Latino-Americano para cuidado cardiovascular. Há também uma falta de conhecimento médico das metas de tratamento, como por exemplo do colesterol alto no sangue.

Essa pesquisa avaliou também a aderência dos pacientes ao tratamento para baixar o colesterol, pois este último é fator fundamental para o aumento dos casos de infarto do miocárdio e dos acidentes vasculares cerebrais, o conhecido derrame. Este estudo também mostrou que dos indivíduos com colesterol alto no sangue apenas 50% seguiam o tratamento adequado.

O que acontece é que os pacientes tomam a medicação durante um tempo (em geral dois meses) e acham que estão curados, ao invés de manter a medicação contínua.

O tratamento do colesterol alto requer medicação contínua para evitar o depósito de gorduras nas paredes das artérias, o que leva à sua obstrução. É muito importante que os médicos solicitem a dosagem do colesterol, triglicérides, glicose, ácido úrico, entre outros, pois os pacientes, em geral, não têm sintomas no início da doença e só se dão conta quando apresentam um quadro agudo e por vezes fatal.