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A barriga inimiga

O nosso corpo apresenta uma gordura, distribuída em várias regiões abaixo da pele, chamada gordura subcutânea. Um outro tipo de gordura aparece envolvendo as nossas vísceras (fígado, pâncreas, intestinos) daí o nome de gordura visceral e que caprichosamente se acumula na cintura.

O maior problema é quando grande parte da gordura fica na região abdominal, pois ela passa a ser uma barreira para a circulação do sangue na região. Essas células gordurosas facilitam a inflamação, que facilita a deposição de gordura nas artérias (aterosclerose) e a obstrução destas, levando ao infarto do miocárdio ou derrame.

A gordura visceral ainda aumenta a resistência ao hormônio insulina (que tira o açúcar do sangue e põe nas células), facilitando o diabetes. O índice de massa corpórea (IMC), que relaciona peso e altura não é tão eficaz para verificar o risco cardíaco como a relação cintura-quadril. Esta nova medida é conseguida dividindo a medida da cintura (em cm) pela do quadril, sendo que este índice terá que ser de até 0,9 para o homem e até 0,85 para a mulher.

O risco de um infarto do miocárdio em indivíduos que têm o índice cintura-quadril acima do normal é 25% maior dos que têm valores normais. O importante é observar que a obesidade é um fator de risco importante, porém a gordura abdominal (visceral) aumenta muito o risco de doença cardiovascular.

Fique atento ao crescimento da “barriga inimiga”.