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Pobreza e desinformação aumentam a mortalidade mundial

No último Congresso da Associação Americana de Cardiologia um tema social chamou a atenção dos profissionais. A afirmação de que a pobreza é reconhecida como um fator de risco para a saúde e que diminui a expectativa de vida não é novidade. A desinformação, ligada à pobreza, é um dos fatores importantes para a falta de cuidados de prevenção e hábitos individuais inadequados.

O que foi destaque no relato do chefe da Comissão Social dos Determinantes da Saúde (da OMS) foi a relação entre o desequilíbrio social e a maior incidência de doenças do coração e de mortalidade por causa delas.

As doenças cardiovasculares são as primeiras no “ranking” da mortalidade nos países pobres. Os fatores psicossociais são muito importantes no desencadear das doenças do coração, como a baixa auto-estima, a depressão e o “stress” crônico. O especialista da Organização Mundial da Saúde dá um exemplo interessante: os ganhadores do Oscar no cinema americano vivem 4 a 5 anos mais do que aqueles que foram relacionados e não ganharam, mostrando que a frustração mal resolvida abrevia as nossas vidas.

 As populações estudadas em todo o mundo mostraram que a desigualdade social afeta o controle sobre a sua própria vida e o seu trabalho. Desta forma ele conclui que a educação e a saúde são as chaves para a melhoria do “stress social” no mercado de trabalho.