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Pressão alta, alto risco de infarto e derrame

A pressão alta está associada a 50% dos infartos do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais. O mais importante é que é uma doença silenciosa e assim 30% dos brasileiros não sabem que têm pressão alta.

A hipertensão já provoca seis vezes mais mortes nas mulheres e a dupla jornada — no trabalho e em casa — é apontada como um dos principais responsáveis pelo aumento da prevalência de hipertensão entre elas; além disso há outros fatores de risco, como tabagismo, obesidade e a redução hormonal. Cerca de 80% das mulheres desenvolvem hipertensão arterial após a menopausa. Algumas medicações, como ácido acetilsalicílico e paracetamol, podem aumentar o risco de hipertensão quando tomados regularmente.

Os anti-inflamatórios costumam contribuir para o aumento da pressão arterial, porque inibem a produção da prostaglandina, substância que dilata os vasos sanguíneos e melhora o fluxo de sangue. Indivíduos acima dos 60 anos são candidatos a desenvolverem hipertensão, pois os vasos que conduzem o sangue por todo o corpo tendem a endurecer após a sexta década de vida. Com isso, as artérias perdem a elasticidade e elevam o nível de pressão arterial.

Finalmente, uma outra observação é que a solidão pode tornar as pessoas mais propensas a desenvolver a pressão alta. Principalmente aquelas que têm mais de 50 anos de idade. A depressão, a ansiedade e a solidão podem contribuir para o aumento da pressão arterial.