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Tomar vitaminas, será que vale a pena?

Há 40 anos Linus Pauling, precursor da biologia molecular e incentivador da linha ortomolecular, prêmio Nobel de Química, estimulou o uso de grandes quantidades de vitamina C e outros nutrientes para prevenir os desgastes celulares. Os americanos aceitaram a ideia e hoje mais de 50% da população toma suplementos vitamínicos diariamente.

O que é pelo menos estranho para nós clínicos é que o público em geral ignora os trabalhos científicos que mostram a ineficácia das vitaminas de uso oral. A constatação de que uma dieta balanceada possa fornecer todos os nutrientes necessários para o nosso metabolismo não atinge os pacientes.

O trabalho mais recente foi publicado na revista “The Archives of Internal Medicine”, e acompanhou por 8 anos o consumo de vitaminas por 161 mil mulheres. A expectativa que esta atitude reduzisse as doenças do coração e alguns tipos de câncer não se confirmou.

Os cientistas acreditam que uma dieta saudável traz um conjunto de nutrientes e vitaminas (na fruta ou verdura inteira, por exemplo) que não pode ser reproduzido em cápsulas isoladas. A ideia é que talvez não seja um componente único nas verduras, frutas ou vegetais que traga todo o benefício de uma dieta saudável. Desta forma, alimentação balanceada, variada, em horários adequados e em pequenas porções, parece ser o caminho mais eficiente e saudável. Ao menos seria mais barato e menos agressivo.