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Doenças crônicas: desafio do futuro

O envelhecimento populacional tem um preço muito alto para os governos e trará um desafio enorme para os especialistas enfrentarem as dificuldades do tratamento das doenças crônicas. Neste grupo de doenças estão as cardiológicas, os cânceres e as demências, que estarão matando os idosos nas próximas décadas.

As estatísticas nacionais mostram homens e mulheres idosos morrendo do coração (insuficiência cardíaca) em primeiro lugar, em segundo de doenças pulmonares, depois de AVC (derrame), pressão alta e diabetes.

Os números são muito significantes: a expectativa de vida aumentou muito nos últimos 80 anos, de 42 para 72 anos, e o número de idosos alcançará 20 milhões em 2010. Neste grupo, 75% dos indivíduos sofrerão de alguma doença crônica e 65% terão mais de uma doença persistente.

O nosso sistema de saúde precisará de grandes investimentos no cuidado dos idosos, principalmente nos chamados cuidados paliativos, pois teremos muitos pacientes terminais. A formação de especialistas para orientar os idosos também será um desafio, pois ainda não formamos profissionais especializados nesta área específica. As universidades devem criar cursos de especialização para os futuros cuidadores de idosos.

Desta forma, vamos morrer de doenças crônicas e só nos resta preveni-las.