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Colesterol nas mulheres

 Um estudo realizado em nove países, entre eles, o Brasil (InCor), mostra resultados nos quais 37% das mulheres que estão no grupo de alto risco para desenvolver doenças cardiovasculares não consegue controlar o LDL (colesterol ruim).

Os números mostram que as mulheres estão mais expostas ao risco, inclusive, de morte, em função do perfil da doença no sexo feminino. Elas são acometidas de infarto, têm mortalidade significativamente maior do que os homens e o diagnóstico nem sempre é rapidamente definido.

A diferença entre os sexos também aparece entre os participantes do estudo que já têm a doença arterial coronariana instalada e que, nessa condição, devem manter como meta o nível de colesterol LDL abaixo de 70 mg/dL. Nesse grupo de altíssimo risco, somente 26% das mulheres alcançaram esse objetivo, contra 31% dos homens. As mulheres apresentam sintomas muito diferentes dos homens, por isso é muito mais difícil reconhecer seus problemas cardiovasculares. Ao redor de 64% das mulheres nunca teve sintomas de doenças cardiovasculares antes de sofrerem um infarto.

Desta forma a análise de alcance de metas por sexo é particularmente importante, pois esses dados contribuem para identificar o tamanho do problema, propor estratégias para melhorar o controle do colesterol na população feminina e, assim, reduzir o risco de infarto ou derrame nesse grupo.