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Fatores de risco para o coração da mulher

O papel do ginecologista, o médico mais consultado pelas mulheres na vida adulta, é fundamental. A medicação da pressão arterial, o pedido de exames que avaliem o colesterol e o diabetes e o alerta para os perigos do tabagismo devem fazer parte de todas as consultas ginecológicas de mulheres acima de 45 anos.

Desde 1984, a taxa anual de mortalidade por doenças cardíacas no Brasil é maior em mulheres do que em homens. Elas também são mais prejudicadas no diagnóstico desses problemas. Há pesquisas que mostram que cerca de 63% das mulheres que morrem de doenças cardíacas apresentavam sintomas atípicos, o que dificultou o diagnóstico e piorou as chances de sobrevivência e recuperação.

Levantamento do Ministério da Saúde mostra que, em 1990, a proporção de mortalidade por infarto entre mulheres era de 25 por 100 mil habitantes. Em 1997, o índice subiu para 42 por 100 mil, refletindo as mudanças do estilo de vida das mulheres.

Estudos recentes enfatizam o valor prognóstico do eletrocardiograma em mulheres assintomáticas após a menopausa, mostrando que alterações observadas neste exame predizem maior risco de doenças cardiovasculares e orientam os médicos para uma estratégia mais agressiva de controle dos fatores de risco.

Todos estes dados reforçam a importância da prevenção das doenças cardiovasculares na população feminina.