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Vida emocional

Não há trabalhos científicos importantes sobre como melhorar a vida emocional de pessoas relativamente saudáveis, mas devemos entender qual o papel que essa parte desempenha em nossa vida e o que ela pode fazer por você.

A maioria das pessoas (neuróticas, depressivas, fóbicas) tende a fazer descrições catastróficas, sem lembrar os momentos felizes. Mesmo nos períodos de tranquilidade (trabalho, amor, lazer, tudo no lugar), logo arranjamos do que nos queixar.

A psicologia já descobriu que nos lembramos muito mais dos problemas (fracassos, rejeições, frustrações) do que do sucesso e das realizações. Uma hipótese talvez possa explicar esta afirmação: quando o homem apareceu tudo era tranquilo e fácil e o homem não plantou, falou pouco e não construiu. Depois veio o tempo do gelo, dilúvios, fome, calor e terremotos. Quem sobreviveu foram os chamados “ansiosos”, que se preocupavam com tudo, acordavam cedo e  procuravam se preparar para todos os problemas. Assim, a sensação é que os nossos antepassados foram cautelosos e neuróticos e talvez esta situação persista até hoje.

A ansiedade nos avisa que o perigo está rondando e ajuda a buscar a saída. Deixa-nos alertas, porém não pode desperdiçar toda a nossa energia. Não devemos passar o dia todo com esta sensação de “ansiedade”, como se estivéssemos acelerando com o freio de mão puxado! Os fabricantes usam o nosso sistema de recompensa do cérebro, criando um circuito que nos estimula a comer mesmo saciados.

Uma das conclusões é que comer demais não é falta de força de vontade, mas sim um desafio biológico cada vez mais difícil devido aos enormes estímulos do meio externo.