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Morrer de desgosto! Coração partido

As ligações entre o coração e os distúrbios emocionais têm sido amplamente estudadas, pois a possibilidade de um evento fatal nestas situações é mais comum do que se pensava. As relações entre as emoções e o coração têm uma base anatômica, pois o coração recebe um grande número de fibras nervosas provenientes das estruturas cerebrais.

Os períodos de grande estresse desencadeiam a secreção dos hormônios adrenalina e cortisol sem parar, os quais desencadeiam processos inflamatórios, reações de defesa exageradas e mudanças no organismo. Os cientistas observam que o “estresse crônico”, devido a situações emocionais, pode trazer um quadro semelhante à depressão que acelera a doença do coração. Os pacientes nestas condições não conseguem fazer atividades físicas, não fazem dieta adequada, não têm limites para o álcool e o cigarro, piorando as condições do coração e vasos.

A novidade é que além desta situação descrita o indivíduo pode sofrer um “estresse agudo”, por exemplo pela perda de um parente próximo, e desencadear sintomas parecidos com o infarto do miocárdio. O quadro clínico é idêntico, dor no peito, falta de ar e insuficiência cardíaca, mas as artérias coronárias não estão fechadas.

Este quadro pode reverter e praticamente a função do coração recuperar caracterizando a síndrome do coração partido ou doença cardíaca induzida pelo “stress”.