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A depressão como fator de risco

A depressão deverá ser uma das principais doenças que atingirá a população nos próximos 20 anos, além é claro das doenças do coração.

Existe uma relação importante da depressão com o infarto do miocárdio, sendo que quase a metade dos infartados apresentam sinais de ansiedade, isolamento, estresse e dificuldades emocionais. A depressão pós-infarto do miocárdio ou pós cirurgia do coração pode aumentar em 4 vezes o risco de morte.

O indivíduo deprimido perde o sentido pela vida, e os sintomas de angústia, ansiedade, fadiga, irritabilidade podem facilitar o hábito de fumar, o alcoolismo e a vida sedentária, piorando a doença cardiovascular. A experiência clínica mostra o quanto é difícil conseguir que o paciente deprimido mude seus hábitos, inicie uma atividade física ou mesmo tome a sua medicação corretamente. O diagnóstico do quadro depressivo deve ser lembrado pelo clínico e rapidamente tratado para evitar os riscos cardiovasculares.

O auxílio dos profissionais da área Psi (psiquiatra e psicólogos) é fundamental, tanto para orientação medicamentosa como para o tratamento psicoterápico, que tem um grande valor no momento da crise como no suporte do quadro depressivo. As medicações são muito eficientes, com poucos efeitos colaterais, e colaboram na manutenção das atividades diárias e no convívio social dos pacientes. A atividade física pode ser uma opção muito boa para a manutenção da autoestima e do bem-estar geral.